cover.jpg
portadilla.jpg

 

 

Editados por HARLEQUIN IBÉRICA, S.A.

Núñez de Balboa, 56

28001 Madrid

 

© 2012 Harlequin Books S.A.

© 2014 Harlequin Ibérica, S.A.

És única, n.º 26 - Fevereiro 2014

Título original: What Happens in Charlestone…

Publicado originalmente por Harlequin Enterprises, Ltd.

 

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor, incluindo os de reprodução, total ou parcial. Esta edição foi publicada com a autorização de Harlequin Books S.A.

Esta é uma obra de ficção. Nomes, carateres, lugares e situações são produto da imaginação do autor ou são utilizados ficticiamente, e qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, estabelecimentos de negócios (comerciais), feitos ou situações são pura coincidência.

® Harlequin, Harlequin Desejo e logótipo Harlequin são marcas registadas propriedades de Harlequin Enterprises Limited.

® e ™ são marcas registadas por Harlequin Enterprises Limited e suas filiais, utilizadas com licença. As marcas em que aparece ® estão registadas na Oficina Española de Patentes y Marcas e noutros países.

Imagem de portada utilizada com a permissão de Harlequin Enterprises

Limited. Todos os direitos estão reservados.

 

I.S.B.N.: 978-84-687-5021-7

Editor responsável: Luis Pugni

 

Conversão ebook: MT Color & Diseño

Capítulo Um

 

Matthew Kincaid estava a olhar para o filho pelo vidro da porta do quarto onde tinham ficado instalados no hospital. O pequeno Flynn, de três anos, estava sentado na cama com o cabelo louro escuro despenteado. Duas das tias, Lily e Laurel, estavam com ele, ambas sentadas numa cadeira, uma de cada lado da cama, a conversar e a brincar com ele.

Desde a morte da mulher, há um ano, toda a família se tinha portado de forma maravilhosa com eles, aconchegando-os e dando-lhes todo o carinho e apoio, só que, infelizmente, nem o amor nem a fortuna que os Kincaid tinham juntado ao longo de três gerações com o negócio familiar lhes iria servir de muito.

Apesar do ar pálido de Flynn e das olheiras que tinha, quem não soubesse o motivo pelo qual estava internado, dificilmente conseguiria imaginar quão delicado era o seu estado de saúde. As tias até tinham sido forçadas a passar por um processo de descontaminação antes de poderem entrar no quarto, para evitar que o seu frágil sistema imunitário pudesse ser atacado por alguma bactéria.

Enquanto via Lily a ensinar a Flynn um jogo de mãos, sentiu um nó na garganta. Tinha acabado de chegar de uma reunião com a equipa médica que lhe tinha exposto da forma mais simples possível a grave situação: o corpo de Flynn ainda estava a tentar recuperar da anemia aplástica que tinha tido e, caso os resultados das análises ao sangue não melhorassem com os tratamentos que estavam a ser feitos, teriam de recorrer a outras opções mais agressivas, tais como o transplante de medula óssea.

Matt sentiu um aperto no peito só de pensar. Flynn era apenas uma criança... para ter de passar por uma operação daquelas sendo tão pequeno... E aquilo, caso conseguissem encontrar um dador compatível. O ideal seria que o dador fosse um irmão, só que ele não tinha mais filhos. A segunda melhor opção seria o dador fosse ele, o pai, mas os médicos tinham-lhe dito que devido à sua alergia à penicilina, só recorreriam àquela possibilidade em última instância. Os antibióticos eram a única esperança de Flynn para o caso de surgir alguma infeção, e não queriam correr o risco de Flynn poder vir também a desenvolver idêntica alergia.

Matt compreendia, mas sentia-se impotente; queria poder fazer alguma coisa pelo filho, aquilo que fosse preciso. Não suportava a ideia de não conseguir ajudar o filho naquele momento em que mais precisava.

Sabia que o irmão e as irmãs tinham insistido para serem submetidos a exames para ver se eram, ou não, compatíveis, e ele estava grato por isso, só que os médicos tinham demonstrado algum pessimismo perante aquela remota possibilidade.

E aquilo deixava-o apenas perante uma única alternativa; havia apenas outra pessoa cuja medula óssea era compatível com a de Flynn: a mãe biológica.

Agarrou no telefone, olhou uma última vez para o menino, que continuava a brincar com as tias, e foi para o corredor à procura de um lugar onde conseguisse ter alguma privacidade para fazer a chamada.

 

 

Susannah olhou para o relógio de pulso e estendeu a mão para agarrar nas folhas que tinham acabado de ser cuspidas pela impressora. Faltavam apenas doze minutos para a reunião, mas a sala ficava ao final do corredor, por isso, ainda tinha tempo. Tinha sido forçada a fazer horas extra durante a semana inteira, a trabalhar no novo projeto de relações públicas para renovar a imagem do banco e tinha a certeza de que os diretores iriam adorar. Dos projetos que tinham sido encomendados a Susannah e à sua equipa até àquele momento, aquele era o mais importante deles todos.

Naquele momento, o telemóvel tocou, e abriu-o para atender ao mesmo tempo que vestia o casaco.

– Susannah Parrish – respondeu, passeando o olhar pela mesa para se certificar de que não faltava nada para poder fazer a apresentação.

– Bom dia, Susannah – disse um homem do outro lado da linha. Pelo tom de voz parecia nervoso. – Fala Matthew Kincaid.

Ao ouvir aquele nome, ficou paralisada e sentiu um aperto no peito. Matthew Kincaid... O marido de Grace Kincaid, a mulher a quem entregara o filho recém-nascido. De repente, foi assolada pelas recordações daquele dia, derrocando o muro que tinha erguido à volta do coração para mantê-lo à distância.

As recordações daquelas poucas horas que tinha passado com o seu bebé, tal como o calor do seu corpinho e a suavidade da sua pele. Aquelas horas tinham sido apenas tempo roubado ao tempo antes de o entregar àquele casal para salvar a sua mãe da falência.

Regressou ao presente e respondeu num murmúrio, com um aperto no peito:

– O menino... Aconteceu alguma coisa ao menino?

Não poderiam estar a ligar-lhe por qualquer outro motivo.

Matthew Kincaid respirou fundo, preocupado.

– Está doente.

– Doente? – repetiu ela.

Sentiu um nó na garganta. O menino tinha feito três anos dois meses antes. Pousou em cima da mesa a pasta que tinha na mão e sentou-se.

– O que é que se passa?

Apesar de estar desejosa bem lá no fundo que não fosse nada de grave, a razão dizia que Matthew Kincaid não lhe iria estar a ligar por causa de uma simples constipação.

– Tudo começou quando apanhou um vírus – explicou Matthew com a voz rouca, – e não conseguiu recuperar como deveria.

Susannah achou insuportável a ideia de o bebé que tinha carregado no seu ventre estar a sofrer.

– E há alguma coisa que eu possa fazer para ajudar?

– É possível que venha a precisar de um transplante de medula. O ideal nestes casos é que o dador seja um irmão ou um dos dois pais, mas como tal não é possível... – Matthew fez uma pausa e pigarreou antes de continuar. – Mas pronto, tenho a certeza de que o meu irmão e as minhas irmãs desejam ajudar, mas a probabilidade de serem compatíveis é...

– Quando é que precisas que vá ter convosco? – interrompeu Susannah. Não precisava sequer de pensar; faria o que fosse preciso pelo menino.

– Vens... – murmurou ele, e na sua voz Susannah denotou um profundo alívio.

– É claro que vou. Quando é que queres que vá? – perguntou ela novamente.

– Bem, ainda não é certo que venha a precisar de um transplante, só que os médicos querem fazer os testes de compatibilidade para estarem preparados para essa eventualidade – explicou Matthew. Hesitou, por um instante, antes de acrescentar: – Enfim, acontece que se pudesses vir o mais brevemente possível, ficar-te-ia muito grato.

Susannah mordeu o lábio. Tinha dias livres para tirar, o seu colega estava a par dos acontecimentos e poderia substituí-la. Tirar alguns dias sem tê-lo avisado com a devida antecedência poderia fazê-la perder pontos perante o chefe, mas se aquela criança precisava de si, não iria desanimar por isso. Iria fazer a apresentação, deixar tudo nas mãos do colega e apanhar o avião naquela mesma tarde.

– Continuas a viver em Charleston? – perguntou a Matthew, imprimindo um pedido de férias.

– Sim. Tu não?

– Não, agora vivo na Geórgia. Vou fazer os preparativos e partirei para aí esta tarde.

– Se quiseres, podemos tentar saber se podes fazer os testes aí na Geórgia, apesar de preferir que estivesses por aqui para o caso de o Flynn piorar e ser necessário recorrer ao transplante.

– Compreendo – respondeu ela. Além disso, não iria conseguir concentrar-se em mais nada se ficasse ali à espera dos resultados. – Em que hospital é que ele está?

– No Saint Andrew, mas se me enviares os dados do teu voo, poderei ir buscar-te ao aeroporto.

– Está bem – respondeu ela enquanto saía da sala. Iria passar pelo gabinete do chefe para falar com ele antes de se dirigir à sala de reuniões.

– Ótimo. E... Susannah, obrigado – disse Matthew com a voz rouca devido à emoção.

 

 

Passadas algumas horas, Susannah estava a passar com a mala pela porta de desembarque do aeroporto de Charleston. Viu logo Matthew Kincaid. Com um metro e oitenta, e aquele corpo de nadador enfiado num fato de executivo azul-escuro, conseguia destacar-se no meio da multidão. Recordava com clareza o encontro que tivera com a sua esposa Grace e com ele para assinar o contrato através do qual se comprometia a ser barriga de aluguer para que pudessem ter o filho que tanto desejavam. Já então, à semelhança daquela altura, ficou sem fôlego ao vê-lo.

Quando a viu aproximar-se, Matthew cumprimentou-a com um breve aceno e estendeu o braço para agarrar na mala.

– Obrigado por teres vindo tão depressa.

Dirigiram-se em silêncio até ao carro. Ela tinha demasiadas perguntas para fazer e não sabia por onde haveria de começar, e Matthew parecia perdido nos seus pensamentos. Ao longo da gravidez, tinha estado mais vezes com a sua mulher, Grace. Se calhar seria melhor esperar e fazer-lhe a ela aquelas perguntas.

Ergueu o olhar para o céu azul de Charleston. Estava há já três anos a viver na Geórgia, mas tinha nascido em Charleston, tinha crescido ali, e aquele iria ser sempre o seu lar.

Quando entraram no carro, perguntou a Matthew:

– A Grace ficou com o Flynn?

Matthew sentiu um arrepio, e ficou paralisado. O seu peito subia e descia, e os seus olhos, escondidos atrás dos óculos de sol, estavam concentrados no para-brisas. Nem tão pouco se virou para ela quando respondeu.

– A minha mãe está com ele. Duas das minhas irmãs estiveram lá esta manhã, mas a minha mãe ficou no lugar delas para poderem almoçar – cerrou os maxilares. – A Grace morreu há um ano.

Susannah levou uma mão à boca para conter o gemido que escapou da sua garganta.

– Como...? – ia perguntar, mas não terminou a frase.

– O avião onde seguia despenhou-se – replicou ele, sem se virar nem ligar a ignição.

– Lamento imenso, Matthew...

Sempre tinha acreditado que formavam o casal perfeito, um casal com o mundo a seus pés: ambos lindos, duas pessoas bem-sucedidas e apaixonadas. Era demasiado cruel que a morte os tivesse separado de forma tão prematura.

– Não precisas de lamentar; não tiveste culpa nenhuma por ela ter morrido.

Pela resposta, Susannah ficou com a sensação de que culpava alguém pela morte da mulher.

Sentou-se no banco do passageiro e concentrou-se no assunto que os tinha levado ali:

– Conta-me o que é que se passa com o Flynn.

Matthew tamborilou no volante com os dedos.

– Teve uma infeção viral. Ao início, achei que era apenas uma pequena gripe, nada de extraordinário.

– Mas...? – perguntou ela quando Matthew permaneceu em silêncio.

Matthew esfregou a têmpora com o polegar.

– Nunca mais se curava. Estava sempre cansado e sonolento... Quando o levei ao médico, fizeram-lhe algumas análises e descobriram que tinha a quantidade de glóbulos brancos no sangue baixa. Não era nada de grave, mas quando repetiram as análises, o valor ainda estava mais baixo. Os médicos disseram que poderia ser apenas um problema temporário, que a medula óssea dele iria voltar a produzi-los... – comprimiu os lábios. – Mas tal não aconteceu.

– Já tentaram com outros tratamentos? – perguntou ela.

Matthew assentiu.

– Até agora, nenhum obteve os resultados desejados. Como já te tinha dito, a maior probabilidade de compatibilidade em dadores de medula acontece com um irmão e, a seguir, com os pais. A partir daí, as probabilidades vão diminuindo.

– E é aí que eu entro.

– Exatamente – Matthew tirou os óculos e virou-se para ela. – O Flynn não tem irmãos e os médicos preferiram deixar-me como último recurso por causa da minha alergia à penicilina.

– Por isso, eu, como mãe biológica, talvez possa ser compatível – murmurou ela, sentindo-se um pouco estranha.

Matthew cerrou os maxilares e deu um suspiro.

– Dadas as circunstâncias, acho que foi uma sorte os óvulos da Grace não estarem em condições e ter sido necessário recorrer a ti.

Susannah engoliu em seco. Sabia que Grace tinha ficado destroçada ao descobrir que não só não podia ter filhos, mas também, que além disso, não poderiam utilizar os seus óvulos. Tinha-lhe oferecido mais dinheiro para deixar que a inseminassem com o esperma de Matthew, mas não tinha sido aquele dinheiro extra o motivo que tinha levado Susannah a aceitar. Ela própria tinha perdido um bebé quando era mais nova, e sabia quão maravilhoso era o dom da vida.

Matthew pigarreou.

– Há mais uma coisa.

Houve algo no tom da sua voz que preocupou Susannah.

– Há mais algum problema com o Flynn?

– Não é isso. A minha família e os pais da Grace, acham que, apesar de termos recorrido a uma barriga de aluguer... Aquilo que estou a tentar dizer é que acham que a Grace era... – cerrou os maxilares. – A Grace queria que as pessoas acreditassem que o bebé era seu filho.

Susannah, que sabia como Grace desejava ser mãe, não ficou surpreendida pelo facto de não ter querido que as pessoas soubessem.

– Não faz mal; compreendo perfeitamente.

Matthew franziu levemente as escuras sobrancelhas; os seus olhos verdes procuraram os dela.

– Não era a nossa intenção preocupar-te – disse-lhe com sinceridade.

– Não te preocupes; não me preocupaste – respondeu ela com um sorriso. – Não faço parte da vida dessa criança, e a Grace queria muito ter um filho...

– Sim, é verdade – murmurou ele, com uma tristeza que fez com que Susannah sentisse um aperto no peito.

Permaneceu em silêncio a olhar para aquele homem que estava a criar sozinho a criança que ela tinha trazido ao mundo. Os seus largos ombros estavam tão duros como se tivessem sido esculpidos em mármore. Desejava poder abraçá-lo para reconfortá-lo, mas em vez disso entrelaçou as mãos no colo.

– Acredita que não estou mesmo nada preocupada, Matthew. Entreguei-vos o bebé, à Grace e a ti, de coração porque sabia que lhe iriam dar todo o vosso amor. Não precisas de me dar qualquer explicação sobre as decisões que tomaste.

– Ainda bem que vês as coisas dessa forma, porque há uma coisa que te queria pedir – Matthew respirou fundo. – Se te cruzares com algum membro da minha família, vais ver que podem ficar muito... curiosos. Se te perguntarem alguma coisa... quero que guardes o segredo da Grace.

Susannah não lhes queria mentir, nem esconder que era a mãe biológica do menino, mas conseguia compreender os motivos de Matthew; a última coisa de que Flynn precisava naquele momento era de instabilidade ou confusão.

– Claro – redarguiu esboçando um sorriso para perceber que podia contar com ela.

Aquela resposta pareceu aliviar um pouco o nervosismo de Matthew, e um sorriso triste mas grato ficou desenhado nos seus lábios. Colocou novamente os óculos e colocou a chave na ignição para colocar o carro a trabalhar.

Susannah sentia-se mal devido à angústia que vislumbrou nos seus olhos, mas foi forçada a virar a cabeça para o vidro do carro. Estava ali para ajudar o menino, não o pai. A situação já era complicada o suficiente para ficar ainda mais complicada.

 

 

Já estava a anoitecer quando Susannah se dirigiu pelo corredor do hospital para o quarto de Flynn. Matthew tinha-lhe dito que o poderia encontrar lá quando acabasse de fazer os testes de compatibilidade para ver se era, ou não, uma possível dadora.

Ao chegar à porta do quarto, parou e ficou a olhar durante algum tempo para pai e filho pelo vidro. Sentado numa cadeira ao lado da cama onde estava deitado o seu filho, Matthew parecia um homem diferente. O seu aspeto, mais descontraído, conferia-lhe um ar mais simpático, e aquele sorriso era mais sincero. O coração começou, de repente, a bater descompassadamente, e foi ao encontro daquele de quem não conseguia desviar o olhar.

O menino estava virado para o pai, por isso não lhe conseguia ver a cara, apenas o cabelo despenteado e os bracinhos estendidos na direção de Matthew.

Quando ergueu o olhar e a viu, o nervosismo pareceu apoderar-se novamente do seu corpo até ao ponto de o sorriso que tinha nos lábios desaparecer. Disse qualquer coisa ao menino antes de se levantar e indicar-lhe a parede contrária. Susannah viu que havia uma porta e percebeu que Matthew estava a informá-la de que se iria reunir com ela no quarto ao lado. O quarto era uma espécie de antessala de apoio com um lavatório, tinha estantes com batas de hospital dobradas ao pé de algumas caixas com máscaras e outros objetos.

A porta ao lado abriu-se e por ela saiu Matthew.

– Como tem as defesas frágeis, é preciso lavar as mãos e os antebraços e vestir uma bata antes de entrar no quarto – explicou antes de ela conseguir sequer perguntar. A preocupação ficou refletida na sua cara porque Matthew encolheu um ombro e acrescentou: – Pelo menos, não é necessário usar máscara como acontece com a menina que está no quarto da frente.

Pelo vidro da porta Susannah olhou para Flynn, deitado na cama a conversar com um ursinho de peluche.

– É tão pequeno, tão frágil... Não é justo ter de passar por uma coisa destas – murmurou.

Matthew não respondeu, mas pelo canto do olho viu-o contrair o rosto. Deveria estar a ser muito doloroso para ele ver o filho a sofrer e não poder fazer nada. Os seus dedos tocaram no pano e no algodão que lhe tinham colocado no antebraço depois de lhe terem feito análises, e desejou poder ser dador, caso Flynn viesse a precisar de fazer aquele transplante.

– A senhora que me faz os testes disse que vão tentar ter os resultados prontos logo que seja possível – disse a Matthew.

Ele assentiu e permaneceu a seu lado durante algum tempo em silêncio, a olhar para o filho de três anos, que estava a ter aquilo que parecia ser uma conversa importante com o ursinho.

Susannah ficou com um nó na garganta.

– Queres conhecê-lo? – perguntou Matthew.

Susannah sentiu um formigueiro de entusiasmo no peito. Quando tinha entregado o bebé a Matthew e a Grace não tinha imaginado voltar a vê-lo, mas ali estava.

– Obrigada; gostava imenso.